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Alimentação e Hidratação nos Esportes de Aventura
Saltar de pára-quedas, voar de parapente, mergulhar, surfar,
participar de uma corrida de aventura ou simplesmente fazer uma
caminhada em meio à mata. Não importa qual atividade você pratique, nem
mesmo se é atleta de final de semana ou profissional, o importante é ter
em mente sempre que um dos pontos principais em qualquer aventura é a
alimentação e a hidratação.
No esporte de aventura a alimentação e a hidratação durante a atividade
afetam diretamente no desempenho do atleta e muitas vezes podem fazer a
diferença entre desistir ou não de uma prova ou um passeio. Durante a
atividade física os músculos produzem grande quantidade de calor que
deve ser dissipado para o ambiente através do suor, assim como também
ocorre grande gasto calórico. Se a água do corpo não for reposta e a
alimentação não for suficiente para suprir as necessidades do organismo
o praticante poderá não completar a atividade, pois a falta de energia e
a desidratação começam a atrapalhar o atleta física e mentalmente.
Tanto o gasto calórico quanto a perda de água do organismo vão variar de
acordo com o indivíduo, duração da prova, temperatura ambiente,
atividade e tempo de repouso. Por isso o planejamento é muito
importante. Se for uma caminhada longa e você souber que só encontrará
água no segundo dia, calcule levar três litros no início. Pessoas
sedentárias devem levar quatro litros. Se a atividade for exigir grande
esforço físico, com conseqüente grande gasto calórico, leve alimentos
com alto teor calórico, como chocolates e biscoitos, que possuem grande
quantidade de gordura e contribuem para suprir as necessidades
calóricas.
Além disso, é importante ficar atento a sintomas como cansaço anormal,
garganta e boca secas (com impossibilidade de cuspir), sensação de calor
intenso na face e pontas dos membros formigando. Essas são
características básicas de desidratação e, quando aparecem, é importante
parar o esforço, descansar e beber água. Quando o nível de liquido
corporal fica baixo, há diminuição do fluxo sanguíneo e do transporte de
nutrientes para as células musculares, aumento na freqüência cardíaca e
da temperatura corporal central – isto é, mais esforço no exercício e
mais desgaste físico. Em estado crítico de desidratação pode ocorrer
febre, fadiga crônica e disenteria, podendo chegar a estado de choque.
A hidratação precisa ser lembrada não somente durante o exercício, mas
também antes e depois. O atleta deve começar a prova já hidratado e ao
final precisa repor o volume perdido no suor. A ingestão de água deve
ser 50% maior que a perdida durante atividade. Após a atividade é hora
de repor o que foi perdido e consumir nutrientes que garantirão a
recuperação muscular. Para que o líquido ingerido seja absorvido
rapidamente e hidrate é importante que esteja em temperatura de 15º C a
20º C, ou seja, frio. Se o atleta já estiver em estado de desidratação,
nunca beba água de uma vez, principalmente se estiver gelada, pois isso
pode ocasionar uma congestão. Beba gole por gole e no máximo meio litro
na primeira meia hora.
Exercícios físicos consomem muita energia do organismo e se não houver
constante reposição de carboidratos, eventualmente, os níveis de glicose
(açúcar) do sangue caem, resultando em fadiga e até hipoglicemia (baixa
taxa de açúcar no sangue). Os sintomas de hipoglicemia são tonturas,
pouca concentração e falta de coordenação, que podem se tornar grandes
fatores de risco a acidentes. Por isso é importante sempre levar
alimentos ricos em carboidratos, um dos responsáveis pelo fornecimento
de energia.
É importante também tomar muito cuidado com o alimento e a água da
trilha (verduras e frutas do caminho; água e peixes dos rios e lagos),
pois ela também pode ser agente de contaminação de doenças, como cólera
e hepatite, além de muitos outros vírus e bactérias. Assim, leve sempre
“hidrosteril” (substância utilizada para purificar a água e higienizar
frutas e saladas) e adicione uma gota para cada meio litro de água.
Dicas de Hidratação e Alimentação
• Para não faltar água ou
alimento, planeje: conheça o caminho que percorrerá e a programação de
atividades.
• Para cada dia de caminhada,
leve pelo menos três litros de água (dois litros para beber durante o
dia, meio litro para preparar os alimentos e meio litro para beber
durante a noite).
• A temperatura da água deve
ser mantida entre 15º e 20º C para que seja absorvida mais rapidamente e
hidrate.
• A ingestão de líquido deve
ser 50% maior que o perdido pelo suor, ou seja, se teve perda de 1 kilo
na atividade repor com 1 litro e ½ de líquidos.
• O gasto energético vai
depender do indivíduo, da duração da prova, da temperatura ambiente e do
tipo de atividade, e pode variar de 4.000 até 10.000 calorias por dia.
Para repor esse gasto, consuma de 30 à 60g de carboidrato por hora de
atividade e leve alimentos com alto valor calórico, como chocolates e
biscoitos.
• Tome cuidado com águas de
rios e alimentos colhidos durante a trilha. Leve sempre “hidrosteril”
(usado para purificar a água e higienizar frutas e saladas e encontrado
em qualquer farmácia) e adicione uma gota para cada 1/2 litro de água.
• Fique atento a sintomas como
cansaço anormal para o esforço que está fazendo, garganta e boca muito
seca com impossibilidade de cuspir, sensação de calor intenso na face e
pontas dos membros “adormecidos” ou formigando – indícios de
desidratação.
• Se estiver subindo uma
montanha a partir dos 4 mil metros de altitude, os cuidados com a
hidratação devem redobrar, pois os sintomas de uma desidratação podem
ser confundidos com o chamado mal da altitude, e uma das características
mais comuns é o surgimento de anorexia, afetando a interpretação do
cérebro para a falta de líquido no organismo. Por isso é importante
beber água mesmo sem sentir sede. Nas ascensões, procure beber 250 ml de
líquido por hora.
Autor: Chris Bueno |