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1.0 - O que é Trekking?
Caminhar por trilhas naturais, desfrutando do contato com a
natureza e, ainda por cima, cercado de belas paisagens em locais pouco
conhecidos. Quem pratica o trekking ou Caminhada, tem essa oportunidade,
e esse é sem dúvidas o principal motivo que faz do esporte um dos que
mais cresce.
Os praticantes da modalidade aliam o prazer em contemplar a natureza com
os benefícios da atividade física, tentando fugir do stress do
dia-a-dia. Os percursos podem ser curtos ou longos, importando apenas o
prazer em caminhar.
O baixo custo da atividade, aliado com os vários níveis de dificuldades,
proporciona ao praticante toda a segurança necessária e, é um dos
principais motivos para o desenvolvimento do esporte. "Nos últimos anos
o crescimento tem sido muito grande. As provas cada vez contam com mais
equipes", disse o Diretor do Departamento de Trekking da ABEA (Assossiação
Brasileira de Esportes de Aventura), Esdras Martins.
2.0 - História
A palavra trek tem sua origem na língua africâner. Ela passou a ser
amplamente empregada no início do século XIX, pelos vortrekkers, o
primeiro trabalhador holandês que colonizaram a África do Sul.
O verbo trekken significava migrar e carregava uma conotação de
sofrimento e resistência física, numa época em que a única forma de se
locomover de um ponto a outro era caminhando.
Quando os britânicos invadiram a região e estabeleceram seu domínio
político na África, a palavra foi absorvida pela língua inglesa e passou
a designar as longas e difíceis caminhadas realizadas pelo exploradores
em direção ao interior do continente, especialmente na busca de novos
conhecimentos, como a nascente do rio Nilo e as neves do monte
Kilimanjaro.
A seguir chegaram os aventureiros em busca de fortes emoções,
normalmente encontradas em regiões distantes e de difícil acesso, só
atingidas após longas caminhadas em terrenos acidentados. Eram os novos
trekkers.
Atualmente utilizamos a palavra também em português, significando
caminhadas em trilhas naturais em busca de lugares interessantes para se
conhecer. Possibilitando um maior contato com a natureza, o trekking
passou a ser a atividade esportiva que mais cresce no mundo em número de
adeptos.
Outra expressão em inglês, muito utilizada no exterior, mas ainda quase
desconhecida no Brasil, para significar a mesma coisa, é hike (marcha) e
hiker (andarilho).
3.0 - Equipamentos
Em uma caminhada longa, muitas vezes solitária, em ambientes
isolados e de difícil acesso, são necessários alguns equipamentos para
facilitar a locomoção, alimentação, descanso e aproveitamento da viagem.
Um trekker bem equipado, mesmo no trekking de um dia, é sinônimo de
segurança e aventura com final feliz, mantendo o chamado risco sob
controle.
Veja sua necessidade de acordo com seu roteiro. Embora o trekking não
dependa de equipamentos sofisticados, alguns itens ajudam o andarilho a
manter-se mais feliz consigo mesmo e com seu grupo.
Muchilas
Não deve ser muito grande, que dificulte a caminhada, nem muito pequena,
que obrigue o trekker a pendurar suas coisas no lado de fora,
enganchando em todos os galhos do caminho. Para um trekking de alguns
dias, uma mochila de 55 litros é um bom tamanho. O equipamento deve ser
acondicionado em camadas, colocando o material mais leve e volumoso
embaixo e o mais pesado margeando as costas do carregador.
Há tamanhos e modelos a escolher. Fabricantes nacionais e importados
chegam com facilidade ao conhecimento do consumidor, que tem de avaliar
qual volume que deseja, recortes adequados (bolsos externos, fitas para
prender, espaço para capacete, roupa molhada, enfim) e armações.
Acondicione tudo em sacos plásticos, para não molhar. Uma capa que
protege a mochila é uma opção e existe modelos que vem com esta
embutida.
Bastão de Caminhada (stake)
O bastão de trekking - telescópicos - é um ótimo recurso e utilizado
principalmente nas descidas, quando boa parte do peso do corpo - e da
mochila - recai sobre os tornozelos e joelhos. Pode ser feito de um
tronco fino e firme caído no chão, em meio à trilha, ou comprado em
lojas especializadas. É especialmente recomendável nas seguintes
situações:
*Trekkers com idade avançada;
*Corpo com excesso de peso;
*Trekkers com problemas nas juntas ou na espinha;
*Quando se está carregando mochilas muito pesadas;
*Quando caminhando em encostas nevadas ou úmidas;
*Em caminhadas com pouca visibilidade.
Atenção: O bastão não deve ser utilizado indistintamente, fazendo disto
uma regra, especialmente por crianças e jovens, pois o uso contínuo do
bastão de trekking faz a pessoa diminuir suas habilidades de coordenação
motora.
Cantis ou Hidrabaks
Levar água na mochila é sempre recomendável, mesmo que haja informação
segura de que há mais água no caminho. Mas, onde? Pode ser em
caramanholas, mas cantis e hydrapaks são mais indicados para
acondicionar junto ao resto do equipamento e, principalmente, manter a
temperatura por algum tempo. O Camelbak é o mais conhecido, uma
mochilinha que guarda um saco de plástico especial, que não deixa gosto
na água e mantém a temperatura por até quatro horas.
Para tornar a água coletada de rios potável, você pode usar comprimidos
de cloro, comprados em farmácias, ou em gotas, o Hidroesteril. Se não
encontrar, pode utilizar o hipoclorito de sódio (em desinfetantes e
kiboa), com duas gotas para cada litro d’água.
Lanternas e opções
A lanterna comum, de pilhas grandes e com reservas é sempre uma boa
pedida. Barata e simples de encontrar é ideal. Mas a tecnologia e o
homem moderno invetaram uma alternativa bem melhor, as lanternas de
cabeça...
As headlamps, com uma ou duas lâmpadas e pilhas de reserva, estão sendo
usadas cada vez mais pelos aventureiros. Há muitas marcas e modelos, e
com certeza os da Petzl são os mais utilizados e facilmente encontrados,
pois unem resistência à confiabilidade. Pode ser de um foco ou dois,
dependo do modo de utilização e da quantidade de horas necessária.
A luz química - bastões que são quebrados e usados só vez - iluminam
muito pouco por 10 horas. Servem para localização da barraca ou de um
bivaque, ou mesmo para serem amarradas na mochila no caso de um trekking
noturno.
Já os lampiões a gás seriam excelentes pela economia e boa luminosidade,
se não fossem tão pesados para serem carregados na mohila e exigirem
muito cuidado em seu transporte e operação.
As lanternas a carboreto, presa à cabeça e com luz intensa, são muito
utilizadas em cavernas, pois não há necessidade do foco. |