Mountain Bike

1.0 - O que é Mountain Bike?
Andar de bicicleta pode não parecer nenhuma novidade, mas o que chamamos
de mountain bike é uma modalidade relativamente nova. Trata-se do
ciclismo voltado para trilhas e montanhas com os mais variados tipos de
terrenos, de preferência praticado com veículos próprios - as mountain
bikes, bicicletas fabricadas com alguns diferenciais que permitem o
acesso a qualquer tipo de obstáculo e agüentam todos os trancos
possíveis. Uma espécie de bike off-road, assim como o jipe está para os
veículos dito normais.
O primeiro Campeonato realizado no Brasil foi em 1988 e em 1996 estreou
nos Jogos Olímpicos de Atlanta na modalidade cross-country. Falando em
modalidade, são cinco, ao todo: Cross-country (disputada em circuitos,
com várias voltas), Down-hill (somente descida), Up-hill (subida),
Intercity (entre cidades), Trip-trail (uma volta em um grande circuito
de, no mínimo, 20 Km) e Slalom (descida com obstáculos, semelhante ao
esqui na neve).
As principais provas na modalidade cross-country, além das Olimpíadas,
são o Campeonato Pan-Americano de Mountain Bike, Copa do Mundo e
Campeonato Mundial. Ainda há o Campeonato Brasileiro de Mountain Bike e
o Interestadual. Também há competições na modalidade down hill, como os
campeonatos Brasileiro e a Copa do Mundo.
2.0 - História
Meados dos anos 70, rock n' roll com sabor de descoberta, jovens com
cabelos longos, corpos esbeltos pela alimentação natural, muita paz e
amor, e ciclistas descendo as montanhas da Califórnia em alta
velocidade. Foi assim que surgiu o mountain biking, da necessidade de
jovens viverem a liberdade em cima de duas rodas, pedalando, junto da
natureza e desafiando os limites com sua força e persistência. Além de
voarem num downhill.
A subida nem era tão aclamada (ainda mais em se tratando de praticantes
nem tão esportistas assim...), mas eles carregavam as bikes nas costas,
persistindo, até o topo da descida e despencavam de lá. Adrenalina
total. Depois, veteranos do ciclismo olímpico, que tinham como diversão
propor desafios cada vez maiores, adotaram como passatempo a subida de
um monte ao norte da baía de São Francisco, na Califórnia. Suas
bicicletas eram apelidadas de "clunkers" (tranqueiras) e "trashmobiles"
(lixomóvel).
Com isso, ciclistas como Tom Ritchey passaram a desenvolver equipamentos
e acessórios para um tipo de ciclismo que viraria febre nos EUA dos anos
80. Os percursos eram trilhas e estradas de terra, encaradas com bikes
speed e que acabaram sendo tomadas por bicicletas montadas com quadros
tipos cruisers. Outros componentes foram acrescentados como câmbios para
pedalar força, pneus maiores e freios que respondiam com maior rapidez.
Os grupos de mountain bikers foram aumentando e a vontade de competir
entre eles também. Na mesma Califórnia foi organizado então o Repack
Downhill, uma primeira prova de descida em Mt. Tamalpais, em que a
velocidade na descida mandava. Assim como Ritchey (é, aquele dos quadros
e componentes de bike...), Gary Fischer era um desses bikers das
"antigas". Tanto um quanto outro se desenvolveram no mercado do ciclismo
e têm empresas na área.
3.0 - Quando Surgiu no Brasil
Final da década de 80, as bikes do tipo BMX dominam o cenário
nacional. Com sua performance radical em circuito artificiais de
Bicicross, o aro 20 era tudo de mais adrenalizante que os ciclistas
conheciam. Lá pelos idos de 1986 chegava tímida a modalidade no país,
com uma filosofia de percorrer caminhos alternativos, usando algumas
manobras do BMX para transpor obstáculos naturais e, principalmente,
para viver o contato com a natureza. Surgia no vocabulário brasileiro o
“single trek”.
Os primeiros mountain bikers vieram do aro 20, até pela familiaridade
com o esporte e agilidade nas manobras. O esporte sobre duas rodas se
popularizou com empresas como a Caloi e a Monark, que investiram na
fabricação das mountain bikes e incentivavam os passeios.
O primeiro campeonato oficial foi o Cruiser das Montanhas, em 1988, em
Campos do Jordão (SP), point idolatrado por ciclistas. Em 1996, o
mountain biking estreou nos Jogos Olímpicos de Atlanta, na modalidade
Cross Country. Atualmente, diversos campeonatos com Mundial,
Panamericano, Sul Americano, Brasileiro, Estaduais e Intermunicipais dão
o tom do esporte, que tem como base os muitos ciclistas amadores.
Com a abertura do mercado brasileiro em 1992, várias marcas de difícil
acesso e muito cobiçadas entraram no país, como Scott, Specialized, Trek,
Cannondale, Ritchey, Giant e outras. O melhor quadro passou a ser de
cromo molibdênio, que depois foi superado pelo alumínio e, depois, pelo
titânio. Os freios e câmbios mecânicos passaram usar outras tecnologias,
como hidráulica e a disco. As suspensões (ou amortecedores) estão entre
os componentes da bike de cross country, mais ainda, de uma biker de
downhill, que pode ser tipo full-suspension.
O esporte movimenta um bom mercado. Nos passeios ciclísticos nas
principais capitais brasileiras, nota-se a preferência por mountain
bikes e muitos ciclistas de final de semana já se passeiam com segurança
há um bom tempo por estradas de terra. Os single trek são muito
procurados por aqueles que desejam um bom mais de aventura e de estar
mais dentro da natureza.
Atletas brasileiros têm se destacado em eventos mundiais, (Edu Ramires,
campeão mundial de Cross Country), provas bem estruturadas e conhecidas
no país (Iron Biker e MTB 12 Horas), indústria de ciclismo investindo (Caloi
e Sundown) e as mais diversas lojas especializadas no mundo bike.
4.0 - Dicas Importantes
Sempre utilize todos os equipamentos de segurança. Eles são
fundamentais, até porque os tombos fazem parte do mountain-bike.
A bicicleta deve ser sempre cuidada com todo o carinho. Dessa maneira
você estará aumentando a durabilidade do equipamento.
Procure pessoas experientes no esporte para pegar algumas dicas. Eles já
sabem quais são as principais dificuldades e podem orientá-lo.
Para quem não pode fazer uma trilha devido a correria do dia-a-dia pode
optar pelos jogos de vídeo game do esporte. Os gráficos e a evolução
desses jogos proporcionam uma boa distração. Mas assim que der saia com
sua bike.
5.0 - Equipamentos
O mais importante na bike é o conjunto. Não importa você ter metade das
peças de boa qualidade e o resto ruim, pois você não obterá um bom
resultado. Abaixo vão algumas dicas das principais peças da bicicleta.
Freios: Existem quatro modelos de freios, que são: cantilevers (mais
antigos), v-brakes, hidráulicos e a disco. Nunca escolha um acessório
pelo preço. Lembre-se que a bicicleta é um conjunto.
Quadros: Com certeza é a parte mais importante da bicicleta. É ele
quem determina para que tipo de competição você estará apto a
participar. Apesar de existirem vários tipos de quadros (aço, cromo,
alumínio, fibra de carbono, metal matrix e titânio), o que vale
realmente é a forma.
Suspensões: existem dois modelos de suspensão. A traseira e a
dianteira. O mais importante nesse equipamento é ver o peso, a
resistência, rigidez e a compressão.
Câmbio: Popularmente conhecido como marcha, o câmbio é dividido em
três partes: câmbio traseiro, câmbio dianteiro e passador. O câmbio faz
com que a corrente mude de peão ou coroa. Já o passador é quem realiza a
mudança.
Rodas: As rodas dividem-se em quatro componentes: aro, cubo, raios e
pneu. Cada um tem uma função diferente. O importante é buscar a
qualidade dos equipamentos, pois uma peça que não se adapte as outras
pode prejudicar todo o equipamento
6.0 - Quem Pode Praticar
Quem nunca andou de bicicleta pelo menos uma vez na vida? Se você já
andou então está apto a praticar o mountain-bike. É claro que não é tão
simples assim, e por exigir certa habilidade do praticante, o ideal é
que você pratique um pouco antes de encarar um terreno acidentado.
Um exame de saúde é indicado, assim como para qualquer outra atividade
física, já que você terá um desgaste praticando o mountain-bike. Então é
isso! Um pouco de habilidade com a bicicleta e um bom preparo físico.
Agora é só curtir a paisagem e o passeio!
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